MARKETING DE CONTEÚDO APLICADO PARA VÍDEOS

Agora a gente vai falar sobre inbound marketing e marketing de conteúdo voltado para vídeo. A primeira coisa que você precisa saber desse assunto é: o que é o marketing de conteúdo? Marketing de conteúdo nada mais é do que você conseguir criar um público, uma audiência, uma galera pra te escutar, escutar o seu conteúdo, ao ponto de você conseguir vender alguma coisa, um serviço, um produto ou gerar algum tipo de negociação em cima daquela interação.

Você pode criar marketing de conteúdo de inúmeras formas: através de blogs, sites, vídeos, artigos, e-books, e-mails, de inúmeras maneiras na internet. Um exemplo de marketing de conteúdo é o famoso e-book, que é quando você cai em uma propaganda na qual uma pessoa te oferece um e-book de graça. Você baixa esse e-book e dentro dele tem várias dicas sobre conteúdo de marketing.

Dentro desse conteúdo sempre tem uma coisinha assim: “eu não vou te falar isso aqui, mas falo no meu curso pago, que você pode baixar nesse link”. Aí você clica, cai na página do curso da pessoa e termina comprando. Conclusão: a pessoa usou o conteúdo para te atrair e a partir dele você voltou e gerou interesse pelo produto dela. Esse é o marketing de conteúdo.


Dentro das categorias do marketing de conteúdo a gente encontra uma forma que está sendo muito usada hoje em dia, que é o vídeo. O vídeo tem alguns pontos fortes e outros fracos. O ponto forte do vídeo é que ele tem um alto poder de persuasão, que também pode mexer com o sentimento das pessoas e até mesmo com a interação, por exemplo quando a pessoa clica no seu vídeo do YouTube e se sente interagindo. Nos stories, também, quando você faz uma enquete, por exemplo, a pessoa está interagindo com você de algum jeito.

Dentro do vídeo existem várias formas de você fazer o marketing de um produto, de um negócio ou de um serviço que você está querendo vender


Mas não precisa fazer marketing nenhum ainda, já que não tem loja, não tem patrocinador, não tem ninguém, não tem que divulgar produto nenhum. Você tem que preparar o seu terreno.

Talvez você não tenha uma loja hoje, mas é provável que surja uma ideia de construir um negócio na internet e você precise dessa base de marketing de conteúdo para vender o seu produto.

Talvez você produza um conteúdo muito bom sem vender nada e acabe despertando interesse em alguém que quer te patrocinar ou quer vender um produto dentro do seu conteúdo.

Você precisa saber qual é a melhor forma de vender o produto dessa pessoa e inserir essa venda dentro do seu produto, que é o vídeo. Então, para você que não tem empresa, mas vai receber publicidade ou está a fim de procurar patrocinador, vou te passar 3 formas de fazer o marketing de um produto ou de um serviço dentro do seu vídeo.

E se você é empreendedor e já tem uma empresa ou tem uma ideia pra vender algum produto na internet, vou te dizer como programar o marketing de conteúdo do seu vídeo, pra vender o seu próprio produto.


Primeiro, você vai conversar com a galera que está procurando patrocinador ou que já achou e precisa patrocinar o produto dessa pessoa, para que ela venda. Depois você fala com o empreendedor, que já tem um negócio e está precisando de um vídeo pra rodar o seu negócio na internet e vender mais.

Vamos conversar com o pessoal que já está com a publicidade na mão ou ainda está procurando patrocínio. Existem algumas maneiras de você anunciar o produto dentro do seu vídeo. Vou falar aqui de 3 que estão em alta no momento, que eu mais tenho visto.


A primeira delas é a PRODUCT PLACEMENT. Vou dar um exemplo do meu estúdio: eu tenho alguns livros que ficam à mostra no meu ambiente de gravação, mas sempre estou alterando a posição deles, pra não ficar um cenário muito igual.

Tenho uns gibis da Marvel, algumas coisas nerd que curto, tenho um gibi do Rick e Morty, que é um desenho que passa na Netflix, da Adult Swim, entre outras coisas. Isso não é uma propaganda porque eu não estou ganhando nada com a exposição desses produtos no meu cenário. Mas poderia ser e eu nem precisaria falar “olha, isso aqui é do Rick e Morty, isso eu ganhei da Panini”. Esse tipo de propaganda, em que você não precisa anunciar nada, mas apenas deixar o produto ser visto, chamase product placement.

Ou seja, você deixa o espaço para o anunciante, mas não fala do produto. Quem faz muito isso é o Porta dos Fundos, quando eles pegam aquele close na frente do carro para mostrar a marca Volkswagen, Hyundai, Chevrolet. A pessoa sai do carro, mas ninguém fala Volkswagen é bom, Chevrolet é bom, mas você entende que aquilo é uma propaganda, que a Chevrolet faz parte da vida de pessoas como aquelas da série. Essa é uma das maneiras de fazer marketing para os outros no seu vídeo.


A segunda forma é o famoso jabá, onde você interrompe o seu vídeo e fala o jabá que tem pra falar. Por exemplo, estou fazendo um programa sobre como fazer vídeos legais e digo “faça os vídeos assim, da forma tal...”. De repente, eu paro o programa e falo: “galera, momento do jabá: Monópole é muito bom, é um jogo muito criativo e divertido, para você jogar com toda a sua família. Compre que é muito legal”. Depois disso, eu volto a falar do vídeo que estava falando. Eu parei, interrompi, falei de um produto nada a ver e continuei no ritmo. Quem é craque em fazer isso é a televisão. Você está vendo o Luciano Huck, quer se emocionar com os quadros dele ou curtir o Agora ou Nunca e, de repente, ele para e fala: “Para tudo, vamos falar de coisa boa? Vamos falar da Tekpix, ela é muito legal ...” Cara, isso é jabá, um jabá absurdo, como diz o Jovem Nerd. Mas os jabás do Jovem Nerd são bem coerentes com o conteúdo que ele tem, mas, mesmo assim, é um jabá, que ele faz no começo da programação, ou no meio, ou no finalzinho.


Existe a terceira forma de anunciar dentro do seu vídeo, chamada inbound marketing, para dentro do seu vídeo, que nada mais é do que você fazer um anúncio sem a pessoa perceber que você fez. Vamos voltar para o mesmo exemplo que eu dei anteriormente, que eu estou ensinando a fazer videoaula e a captar o áudio da lapela para ficar perfeito. Eu levanto e falo assim: “olha, o meu gravador é o Tascam dr-05. Ele capta um som excelente, é muito bom”. Eu estou fazendo um vídeo sobre gravar conteúdo e falo para você que o meu gravador é bom. Você, automaticamente, vai pensar nesse gravador ou vai pesquisar quando estiver precisando de um.


O inbound marketing é o gatilho para puxar um papo com a galera que é empreendedora, que já tem um produto, que está pensando em vender um produto pela internet, montar um e-commerce.

Ele é muito bem-visto pelo público, porque não é tão apelativo. Você está gerando conteúdo e entregando para a pessoa e o seu produto, tem tudo a ver com esse universo.




Se você está pensando em vender o seu próprio produto, vai precisar de três pilares para ter sucesso nas suas vendas.

O primeiro pilar é o do planejamento. Você planejou os seus vídeos, agora vai planejar as suas vendas. Você vai sair do universo de planejar e dar vídeos de graça para as pessoas que te assistem para ir pro universo em que você vai vender vídeos para elas. Essa parte é muito difícil, porque você vai ter que tirar dinheiro do bolso das pessoas. Para isso, você precisa de um conteúdo bom e de uma boa oferta, então você precisa planejar.

Planejar o quê? A primeira coisa que você vai planejar são os objetivos. Qual é o seu objetivo com esse vídeo? Vender? Não existe só o objetivo de venda no marketing de conteúdo, existem vários outros, como por exemplo gerar autoridade, para aumentar a sua autoridade no mercado, aumentar o reconhecimento da sua marca, para gerar engajamento, comentários etc. Tem vídeo que é feito apenas para gerar engajamento, para a galera comentar, curtir, compartilhar.


Tem vídeos de marketing de conteúdo que são feitos para educar o mercado. Às vezes, você tem um produto que ninguém usa, mas que todo mundo poderia usar se soubesse que ele existia. Você tem que mostrar para a pessoa, educar, reconfigurar a vida dela para ela mudar o jeito de viver e começar a usar o seu produto.

Por exemplo, existe um aplicativo de bicicleta no Rio em que você baixa e ele mostra onde tem bicicleta em vários bairros da cidade para você se locomover. Esse aplicativo é pago e é do Itaú. Se o Itaú, que é o dono do aplicativo, quer fazer com que as pessoas mudem de vida, quer reeducar o mercado dele para usar as bicicletas, ele não vai fazer um vídeo falando “use o aplicativo do Itaú e você terá a bicicleta em todo lugar”.

Talvez ele faça um vídeo de uma pessoa chateada porque está no trânsito ou porque sua bike quebrou e teve que consertar, o que é chato. De repente, aparecem as bicicletas do Itaú, pessoas passeando com elas, pessoas encantadas e a pergunta: o que você está usando? Resposta: o aplicativo do Itaú.


Se essa propaganda de vídeo fosse feita, ela teria mostrado todas as dores de alguém que tem esse problema de locomoção pela cidade, mas que, por algum motivo, descobriu essa bicicletinha amarela que está todo mundo usando, que é do Itaú. Seria uma ótima maneira de educar o mercado, fazer um vídeo de reeducação, e não de autopromoção do aplicativo. Existem vídeos que são feitos e patrocinados para reeducar o mercado, outros para gerar leads, que são aquelas pessoas que têm interesse no seu produto, clicam no seu anúncio, veem o seu vídeo, mas não compram nada.


São as pessoas que estão ali dizendo “olha, estou esperando mais alguma proposta sua para ver se compro isso aí”. Existem vídeos que são feitos para capturar leads.

O que você faz? Você começa a juntar os e-mails dessas pessoas ou juntar as visualizações delas para depois fazer um remarketing no YouTube, no Facebook e no Instagram. Comece a juntar essas pessoas interessadas e, quando tiver uma boa quantidade, que são os leads, você lança o seu produto para elas. Vai sair muito caro no começo, porque você vai ter que lançar o seu produto para um monte de gente e só capturar as que tiveram interesse. Mas depois, despertando o interesse dessas pessoas, fica mais fácil redivulgar o seu produto em cima delas. Em seguida vêm os vídeos para gerar venda, falando assim: “oh, vamos comprar, já te ofereci um produto, te dei isso, aquilo, vamos comprar?” Gerar vendas também é um objetivo que você pode mirar.

Tem também um vídeo que é feito para diminuir o custo da venda. Existe o vídeo da venda, você gerou os vídeos, os interessados e fez um vídeo de venda. Aí vamos supor que você tenha gerado 10.000 leads. Desses 10 mil leads, você lançou um vídeo de vendas para esses dez mil. Desses 10 mil, cem compraram o seu produto. Com isso, você fala: “tá caro, para esses leads, eu tenho que vender pelo menos 1.000 produtos”. Isso significa que o seu vídeo de venda inicial não ficou tão bom, talvez tenha ficado muito longo, talvez muito curto, talvez você não tenha falado as palavras-chave necessárias ou não tenha acionado os gatilhos mentais das pessoas.

Aí você faz o vídeo de novo, reformula o roteiro, reformula no texto, o copy. Depois pega esse vídeo todo reformulado e joga de novo para eles, para ver se mais pessoas te compram. Obviamente, se mais pessoas comprarem esse produto, significa que você está diminuindo os seus custos com os impulsos. São vídeos feitos para diminuir os seus custos com os impulsos e vender mais, impulsionando menos.


Por último existe também as pessoas que fazem vídeo com o objetivo de lifetime, de prolongar o período de vida da pessoa com você. Se, por exemplo, você vende roupa, acabou de descobrir um cliente ou gerar um cliente através da internet, vendeu 100 reis de mercadoria e quer que a pessoa volte e compre mais, você precisa gerar esses vídeos de “olha, volte, compre mais”, para aumentar o valor que cada cliente gasta com você. Existem vídeos que são essas rechamadas para comprar de novo. Quem é fera em fazer isso é a Reserva. Você compra uma roupa na Reserva e já era. Seu Instagram lota de coisas, te mandam mensagens, te ligam perguntando se seu produto chegou bem, mandam e-mail etc.


O primeiro marketing deles é normal, mas depois ficam atraindo você pra comprar cada vez mais. Recomendo que deixem de seguir a Reserva no Instagram porque senão você compra toda hora. Estou brincando, sigam eles porque são muito bons no marketing de conteúdo e na hora de vender o seu produto. Eles são praticamente uma aula de marketing de roupa. Se você vai trabalhar no mercado de roupa ou já está trabalhando para alguém nessa área, veja o perfil da Reserva no Instagram, é ótimo, você vai aprender muita coisa.

Ainda dentro do planejamento, você tem que definir o KPIs, que são os indicadores-chave dos seus anúncios, para saber como está indo a performance dos seus anúncios

Se você quer aumentar, por exemplo, o reconhecimento da sua marca, um bom KPI para você é o número de curtidas, o número de seguidores, se está aumentando ou não.


Se você está fazendo uma campanha para aumentar o reconhecimento da sua marca e não está ganhando inscritos e curtidas, significa que não está indo bem. Pra aumentar o reconhecimento da sua marca, o KPI é curtida e número de seguidores aumentando. Se o seu objetivo for o engajamento da galera, qual é o KPI importante que você tem que analisar? Além das curtidas, você tem também os compartilhamentos e os comentários. Você pensa: “ah, mas e o número de seguidores?” Se crescer, tudo bem, mas não é um KPI interessante para esse objetivo, que é o engajamento, o envolvimento com a sua postagem, com o seu vídeo.

Se o seu objetivo for educar ou reeducar o mercado, qual é o KPI importante ou interessante, nesse caso? São as pessoas que estão saindo do seu vídeo para ir visitar o seu site, visitar o seu blog e saber mais sobre você. As pessoas que deixam o e-mail delas na sua newsletter, na sua lista, para ficarem antenadas sempre que você colocar novidade. Esses são alguns KPIs interessantes, caso você queira educar o seu mercado.

Já para geração de lead e cadastro quanto mais pessoas se inscrevem na sua lista de e-mail, significa que você está conseguindo alcançar o seu objetivo. Quanto mais pessoas vão visitar a sua landing page e deixar o e-mail delas lá ou baixar o seu e-book em troca do e-mail delas, significa que você está conseguindo gerar os leads. Isso é um ótimo KPI para a geração de leads.




Agora, se você diminuiu o custo por clique e as pessoas, mesmo assim, não estão comprando o seu produto, talvez o problema esteja no site, talvez não esteja tão claro o botão de compra, talvez esteja meio confuso o site. O vídeo está cumprindo o objetivo dele, que é dar o clique das pessoas. As pessoas estão clicando e estão indo para o seu site, mas, chegando lá, não compram. Talvez você esteja falando que o seu produto é bom demais e no site não seja tão atraente assim para a pessoa comprar. Não sei, tem algum problema, mas isso é relacionado a marketing digital, não é relacionado a vídeo. Se o seu objetivo é diminuir o custo por venda, os KPIs interessantes de você analisar são: CPC, CAC, CPL e CPV.


O lifetime é pra você ver a recorrência dos seus clientes. Quando você lança um vídeo que faz as pessoas comprarem, você tem que ver se aquelas pessoas que compraram já eram seus clientes ou se estão se tornando. Você conclui: “olha, esse vídeo eu lancei só para quem é meu cliente”. Você também pode ter lançado um e-mail que tinha um vídeo dentro, que converteu várias pessoas que já eram clientes, que já tinham deixado o e-mail com você. Você pode mensurar isso através desse KPI, que é o de cliente recorrente, os clientes que estão comprando de novo.


Ainda dentro da parte de planejamento do seu marketing digital, você vai ter que ver quem são as suas personas, quem é o seu público-alvo, quem são as pessoas que compram seu produto ou quem você desejaria que comprasse. O ideal, quando você mesmo está fazendo o marketing com dinheiro do seu próprio bolso, é fazer um lançamento protótipo, que funciona mais ou menos assim: você pega parte do seu investimento, parte do orçamento que vai investir em campanha paga no Facebook, Instagram, YouTube, Google e lança para o público mais amplo possível, pra uma galera. Para essa galera que você está lançando, o robô vai começar a pensar por você e falar: “olha, quem interagiu mais com você foram essas pessoas aqui, pessoas de 18 a 24 anos, do sexo masculino e feminino, que moram em tal lugar etc. Com esse orçamento pequeno, você descobre quem são essas pessoas. Sabendo disso, você investe todo o seu orçamento nessas pessoas que o robô descobriu para você. Essa é uma maneira simples de descobrir sua persona, mas também é contraditória, porque você pode fazer um vídeo que não tem nada a ver ou que tem muito a ver com essa persona. Na verdade, você está querendo atingir outras personas que não têm nada a ver com essa que você atingiu com esse vídeo.




Um exemplo clássico que aconteceu comigo, na minha empresa, foi uma senhora que queria fazer um canal no YouTube de receitas culinárias para mulheres recém-casadas, que não sabiam cozinhar. Acontece que as receitas que ela fazia eram aquelas antigas “receitas da vovó, como quiabo com chuchu e frango, medalhão com queijo etc. Eram gostosas, porque no final eu provava, mas não eram para essa geração nova, que come batata frita, que gosta de outros tipos de comida, não eram para esse público. E, mesmo não alcançando, ela insistiu e falou: “João, pegue esses primeiros R$ 1.000,00 e impulsione só para as mulheres recém-casadas novas, que têm interesse nessa novidade da internet. A gente impulsionou e foi um desastre. Ela entrou em depressão no outro dia, porque os comentários foram muito negativos, do tipo “que podre, que lixo, que troço ruim”. Era a primeira vez, ela não tinha nenhuma intimidade com a câmera ainda. Falaram: “Que apresentadora ruim, a música está alta”. O editor dela colocou uma música alta, ele também é da geração dela, está acostumado com outro tempo para corte de edição. Ela tomou uma enxurrada de comentários ruins. O vídeo dela cresceu porque foi no Facebook, eu acho que deu 40 mil visualizações, alguma coisa assim. E ela ficou reclamando: “poxa, não sabia que a internet era tão exigente”. Eu falei: “a internet não é exigente. Minha avó, por exemplo, adoraria ver sua receita no Facebook dela. Posso mudar o seu público?” Ela concordou e a gente fez um segundo vídeo, eu passei a controlar os impulsos na rede social dela do Facebook e coloquei só mulheres acima dos 35 anos. Investi nessas mulheres de 35 anos em diante. E não pense que fui machista, já que homens também cozinham. É que na hora de pensar em marketing, você tem que fechar o seu foco. Fechei o meu foco, impulsionei para os mesmos R$ 1.000,00 e alcancei o dobro de visualização.


O vídeo teve quase 90 mil visualizações. Alcançou um número de compartilhamento absurdo, os comentários foram só elogios, do tipo “adorei, vou fazer na minha casa, para o meu marido”. Ela tinha conteúdo, queria vender livro de receita, utensílios de cozinha. Ela terminou parando com o projeto, não sei por quê. Não sei se foi uma questão financeira, de planejamento ou emocional, por ser cansativo ficar fazendo receitas e gerando conteúdo toda hora. Ela conseguiu até fãs. Não foi um projeto tão bem elaborado, foi um sonho de uma mulher que tinha um dinheiro para investir e queria sentir esse feeling da internet. Para mim, para a nossa empresa, foi muito importante, esse foi um dos primeiros projetos que a gente pegou.

Então, olhe bem para o seu público e veja se o seu conteúdo conversa com ele, defina quem você quer e batalhe para fazer vídeos que tenham conteúdo voltado para essas pessoas.


Voltando ao planejamento, você vai ter que escolher agora as ferramentas. Onde você vai postar esses vídeos que está pretendendo impulsionar e fazer marketing no futuro? Quais são as ferramentas que você vai precisar para isso? Existem as ferramentas de monitoramento, para você saber como está indo a sua campanha. O Facebook, o YouTube e o Google dão essas ferramentas, mas existem outras. É só procurar ferramenta de monitoramento de impulsos, de campanhas (CAC, CTA...). Tem ferramenta também de publicação de postagem automática, que você programa várias postagens e ela vai postando nas suas redes sociais, uma atrás da outra.

Para fechar, temos ferramentas importantes, que automatizam um marketing. Existe uma ferramenta chamada bume, que segue perfis que têm a ver com você. E quando o perfil te segue de volta, ela para de seguir a pessoa. Se você tem um bom conteúdo para cativar aquelas pessoas que você está recolhendo, provavelmente essas pessoas que você seguiu e te seguiram de volta vão continuar te seguindo. Ele também manda mensagens automáticas para essas pessoas. Toda vez que alguém te segue, ele fala para o seguidor: “Oi, tudo bem? Gostaria de falar com você e te agradecer por estar me seguindo”. Você também pode criar uma mensagem automática e configurar para bume, é bem fácil e tem dado resultados legais.




A automação de marketing vai gerando conteúdo e com ela uma coisa vai complementando a outra. Isso não é ilegal, o ilegal é você comprar seguidores e curtidas, pagar e falar assim: “quero 5.000 caindo na minha conta agora”. Você paga e caem aqueles 5 mil seguidores da Rússia, da Arábia Saudita... São os seguidoresfantasmas, isso é ilegal. As ferramentas de automação de marketing ainda não são ilegais, o Instagram não se pronunciou a respeito disso, então por enquanto estamos na legalidade.




Outra coisa que você tem que estudar também, caso queira fazer vendas pela internet, é o funil de vendas. O topo, o meio e o fundo. O topo é o maior dos três. O topo são os clientes gerais, o meio são os clientes mais polidos, os leads, e o fundo são os clientes que já compraram o seu produto. Pesquise funil de vendas para você saber como automatizar esse processo. Você tem que planejar como vai ser a pós-venda.

Não tem erro, pós-venda é relacionamento. Pós-venda é quando você diz assim: “mande de novo que a gente vai fazer a troca”


A última parte é sobre a nutrição dos seus clientes, dos seus fãs, dos seus leads. A pessoa começou a seguir você. Como você vai nutrir essa pessoa? Digamos que você deu conteúdo para ela, deu um e-book, ela comprou o seu curso. E depois? Acabou? Ela está lá ainda, ela ainda te segue, te curte? Como você vai nutrir? Qual é o conteúdo que você vai gerar para nutrir aquela pessoa ali? Esqueça vendas, estou falando de nutrir a pessoa com conteúdo. Essa parte é a última que você deve planejar.


Terminou o planejamento e acredito que essa seja a parte mais diferente, porque depois vem a parte de execução, em que você tem que se preocupar em como fazer o vídeo, qual o roteiro. Por último, você tem que mensurar, analisar o resultado que aquele vídeo deu. No caso de análise de vídeo por vídeo, sem venda, é só você voltar lá e saber como analisar os resultados do seu vídeo. Na venda, além de analisar curtida, engajamento, resultado, compartilhamento, você tem que analisar o ROI - Retorno do seu Investimento. Para calcular o ROI tem uma fórmula matemática. Por exemplo: você tem um produto e vende ele por R$ 1.000. Você gastou R$ 10.000 de impulsos de marketing na rede social e vendeu 20 produtos. 20 produtos vezes mil, que é o custo do produto, você faturou 20.000. E quanto você investiu? 10.000. Então, você tem aí dois valores para analisar. O primeiro é: se você faturou 20.000 e gastou 10.000, você lucrou 10 mil. Então, você teve um retorno de 10.000 em cima de 10.000. Agora, se você quiser saber quanto você ganhou a cada real que investiu, é simples, é só pegar o valor do lucro que teve, que foi R$ 20.000, menos os 10.000 que investiu, dividido pelo dinheiro que você investiu, pelos próprios 10.000. Você teria 20.000 – 10.000 = 10.000. Dividido por 10.000 = 1. Você lucrou 1 real a cada real que colocou. Você colocou R$ 1 e lucrou R$ 1. No final, teve um faturamento de R$ 20.000, mas, como tinha colocado R$ 1 para cada 1 real, abate os R$ 10.000 e, na verdade, só lucrou 10.000. É assim que se calcula o ROI, essa é a métrica mais comum que existe, quando diz respeito a marketing e venda, quando você começa a fazer marketing para vender.


Você tem que saber qual é o ROI, quanto está retornando do dinheiro que você está investindo. Se você se interessou em marketing de conteúdo, tem muito mais coisa desse assunto pra você na internet. A internet é vasta, lá tem muitas maneiras de fazer marketing de conteúdo. Pesquise, estude, se aprofunde nesse assunto. Espero que isso aqui sirva como um guia para você se estruturar e achar um caminho próspero no mundo do conteúdo virtual de vídeos.

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